5 receitas de diferentes regiões do mundo para fazer em casa e se conectar à sua ancestralidade

Existem muitas formas de se aproximar de suas origens e, ao contrário do que muitos pensam, viagens com destino ao local de sua ancestralidade são apenas um dos milhares de jeitos de fazer isso. Outra forma, muito mais fácil e possível de ser feita em casa, é experimentar costumes das regiões por onde seu DNA já passou. É possível formar uma ponte com seus ancestrais recriando um pouco de sua cultura e seus costumes… e uma maneira gostosa e divertida de fazer isso é na cozinha!
Isso mesmo, existem muitas receitas práticas que você pode fazer em casa para fortalecer suas raízes. Que tal experimentar fazer algumas das que separamos?

Culinária Árabe

Tabule

Para representar a culinária árabe, trouxemos um prato bastante conhecido: o Tabule.
Muito usado na dieta mediterrânea, este prato é tradicional na cultura árabe, tendo como local de origem o Líbano. Nessa região, seu consumo é feito principalmente com salada, sendo colocado por cima de folhas de alface. Sua receita é bem simples, sendo um prato bem refrescante.

Tabule

Ingredientes

  • 1 maço grande de salsa picada (devem ser lavadas e bem sequinhas)
  • Meio maço de cebolinha (também lavada e seca)
  • 1 maço pequeno de hortelã (lavada e seca)
  • Meio copo de trigo escuro
  • Meio quilo de tomate
  • 1 limão
  • Alface-americana
  • Sal
  • Azeite extravirgem
  • Pimenta Síria

Modo de preparo

Coloque o trigo em uma tigela refratária e cubra com 1 xícara de água fervente. Deixe de molho por 20 minutos. O trigo não deve ficar muito tempo de molho para não empapar.
Escorra bem e coloque na geladeira. Pique a salsa, a cebolinha, a hortelã e o tomate e misture-os ao trigo. 
Tempere com limão, sal e azeite a gosto. Se preferir, coloque uma pitada de pimenta. Decore o prato com alface.
Receita: A cidade on.

Culinária mexicana

Guacamole

Famosa em diferentes lugares do mundo e adaptada para diversos gostos, a Guacamole é um prato típico da região do México. É um excelente prato para quem quer se conectar às suas origens da América Central, visto que remete diretamente à civilização asteca.
A estrela desse prato é o abacate, fruta com muitos nutrientes e rica em vitamina A, Vitamina C, Vitamina E e do complexo B. Não é à toa que esse ingrediente é o responsável por dar o nome ao prato, que tem origem na palavra ahuacamolli (união das palavras do idioma náuatle ‘ahuacatl‘ -abacate- e ‘molli‘ -molho)
Assim como o Tabule, a Guacamole também pode ser servida como complemento para saladas e outra grande variedade de pratos, sendo geralmente acompanhada de pico-de-gallo e nata azeda.

Guacamole

Ingredientes

  • 2 abacates
  • 1 tomate médio picado em pedaços pequenos sem sementes
  • 1 cebola média fatiada
  • 2 colheres (chá) de suco de limão
  • Molho de pimenta
  • Sal
  • Coentro a gosto

Modo de preparo

Tire a parte carnosa dos dois abacates e coloque-as em uma tigela pequena. Com um garfo, amasse os abacates até formar uma espécie de polpa. 
Na mesma tigela, misture ao purê de abacate o tomate, o suco de limão e a cebola. Em seguida, tempere com sal, molho de pimenta e coentro a gosto.
Curiosidade: você sabia que muitas pessoas não gostam de coentro e isso pode estar ligado a fatores genéticos? Uma dica para essas pessoas é adaptar a receita trocando o coentro por salsinha, de forma a deixar a comida com um sabor mais agradável ao seu paladar.
Receita: Fabiosa.

Culinária italiana

Bruschetta

Mamma mia! Representando a culinária italiana, muito presente em nosso país, apresentamos a Bruschetta. Apesar de ter um nome difícil, essa receita é muito fácil de ser feita em casa.
Servida geralmente como antepasto, a Bruschetta é típica italiana e seu nome vem da palavra brusciato (significa tostado ou torrado). É uma receita milenar, tendo surgido entre os trabalhadores rurais da Itália como uma forma de aproveitar as sobras dos pães amanhecidos, incrementando-os com os ingredientes que tinham acesso. A receita se espalhou para outras regiões do país, foi “exportada” para os países com influência italiana e depois se expandiu para o mundo.
Atualmente, existem diversas variações da receita, mas sua base de pão tostado com azeite e alho se mantém em todas as variações. No Brasil, utilizamos o pão italiano para recriar a receita, pois o mesmo possui uma casca grossa e crocante e retém mais umidade, mas nada impede de testar outros tipos de pães, e até mesmo outros queijos, para trazer um pouco dessa cultura para sua cozinha.

Bruschetta

Ingredientes

  • 100g de tomate italiano
  • 2 fatias de pão italiano
  • 2 g de manjericão
  • 1 dente de alho
  • Azeite
  • 10g de grana padano ralado (podemos adaptar a receita utilizando muçarela tradicional/búfala ou parmesão)
  • Pimenta do reino a gosto
  • Flor de sal a gosto

Modo de preparo

Tire a pele e as sementes do tomate e coloque para grelhar. Corte o pão em fatias com a grossura de 1,5 a 2 dedos, divida o alho ao meio e esfregue-o nas fatias.  
No pão, coloque o tomate por cima (os tomates podem ser picados em cubos ou colocados inteiros), de forma a cobrir toda a parte central da fatia. Salpique a bruschetta com o queijo escolhido. 
Coloque no forno a 200ºC por 5 minutos, até que o queijo derreta e o pão fique crocante. Retire do forno e salpique as folhas de manjericão, a flor de sal e a pimenta do reino a gosto. Para finalizar, regue com azeite.
Dica: Para tornar a receita vegana, é possível realizá-la sem o queijo e utilizando pães veganos (como o pão de sal/francês feito em algumas padarias).
Receita adaptada de Casa Vogue.

Culinária Japonesa

Shimeji na manteiga

Na culinária japonesa, a preferência é sempre por ingredientes frescos e preparações realizadas com muito cuidado, quase como um ritual. Um tempero habitual nesse país é o molho de soja (shoyu), muito encontrado nas preparações orientais. No país, o shimeji é considerado o mais delicioso dos cogumelos, e não é por menos que escolhemos a receita Shimeji na manteiga para trazer um pouco dessa culinária para nossa cozinha. 
Do gênero Pleotorus, esses cogumelos conhecidos como shimeji podem ser encontrados nas formas brancas e cinzas, com algumas alterações em seu sabor, mas ambos deliciosos. Além do sabor agradável, são uma boa fonte de proteína para vegetarianos e pessoas que pretendem reduzir o consumo de produtos de origem animal. Vamos tentar?

Shimeji na manteiga

Ingredientes

  • 200g de Shimeji
  • 2 colheres (sopa) de molho shoyu (molho de soja)
  • 1 colher (sopa) de manteiga (preferência sem sal)
  • Cebolinha picada (a gosto)

Modo de preparo

Comece picando os cogumelos – se eles vierem com um talo, dispense os talos. 
Separe uma frigideira que comporte os cogumelos e leve-a ao fogo alto. Derreta a manteiga na frigideira e, quando a mesma estiver quente – com o cuidado de não deixar a manteiga queimar -, acrescente os cogumelos e deixe dourar. Coloque shoyu, mexa até que os cogumelos estejam bem misturadinhos ao molho e deixe-os cozinhando por 3 a 5 minutos. Neste momento, reduza o fogo para nível baixo, para que o caldinho não seque e acabe queimando.
Dica: Uma forma de evitar o aspecto de “borracha” no Shimeji é não deixá-lo cozinhando por muito tempo. Quanto mais refogado, mais aspecto de emborrachado ele terá.
Retire a frigideira do fogo e na hora de servir acrescente a cebolinha por cima. Coma enquanto ainda está quente.
 
Receita: Kampai

Culinária russa

Dránik

Apesar de muito rica, a culinária russa pode parecer um pouco estranha para os brasileiros. Isso se deve principalmente ao uso de ingredientes, ou até mesmo às misturas dos mesmos, de um jeito não tão convencional no nosso país. Um exemplo disso é o Kholodets, espécie de gelatina de carne, muito típica da Rússia.
Para representar essa culinária, escolhemos o Drániki (драники), que nada mais são do que panquecas de batata. Esse prato tem origem na cozinha bielorrussa e é popular entre ucranianos, russos, leste-europeus e judeus.. 
A primeira menção do Drániki foi feita em 1830 e, de lá para cá, por conta da enorme extensão territorial russa, diversas variações do prato foram surgindo e adquirindo diferentes nomes, a depender da região do país. Vamos testar nossas habilidades com a cozinha russa?

Draniki

Ingredientes

  • 6 batatas inglesas
  • 1 ovo.
  • 2 colheres de sopa de farinha de trigo
  • 1 cebola
  • Óleo vegetal
  • Sal à gosto
  • Pimenta à gosto

Modo de preparo

Lave e descasque as batatas. Lave-as novamente depois de descascadas e rale-as em um ralador pequeno. Faça o mesmo procedimento com as cebolas (ou use um processador).
Misture a batata com a cebola, adicione o ovo, a farinha, o sal e a pimenta e misture bem até ficar homogêneo. É necessário fazer tudo rapidamente para a batata não escurecer
Esquente óleo vegetal na frigideira e coloque a mistura de batata, com auxílio de uma colher de sopa, em pequenos bolinhos amassados. Frite os draniki dos dois lados até dourar. 
Sirva quentes com smyetána (mistura de creme de leite com iogurte natural).
Esta receita é típica dos draniki verdadeiros, mas há várias outras receitas com acréscimo de ingredientes como queijos e cogumelos que poderão deixar sua cozinha ainda mais divertida.
Receita: Guia da Semana.
Tenham um bom apetite! E conta depois para a gente como foram suas experiências gastronômicas :).

Referências

  1. Sabores latinos: a origem do Guacamole
  2. A história por trás da Bruschetta
  3. Prato Flami’s – A origem do tabule mediterrâneo
  4. Alimentação e bebida – Cultura Japonesa
  5. Draniki – Receita para panquecas bielorussas de batatas
  6. Gastronomia pelo mundo: culinária Russa