Valdés, Valdez

Sobrenome toponímico espanhol, com origem em Valdés, antigo nome de Luarca, capital do concelho de Valdés, no principado das Astúrias. Valdés seria uma contração de Valle del Esva (“Val d’Ese”), o vale do rio Esva. O nome do rio viria do indo-europeu eis ou esica, “lugar de água corrente”. A cidade de Valdés teria sido erguida por um cavaleiro inglês e ganhado carta de fundação no século 13.

Entre os primeiros a usar Valdés como nome de família está Pedro Meléndez de Valdés, cavaleiro de dom Afonso VIII de Castela (1155-1214), que teria falecido em 1210 e foi sepultado em San Vicente de Oviedo.

Em Portugal, o sobrenome tem origem em Gonçalo Mendes de Valdés, nobre e descendente dos senhores de Valdés, e Jerônimo Garcia Valdés, soldado de cavalaria castelhano da guarnição do castelo de Lisboa, em 1592. Ambos tiveram filhos que usaram tanto Valdés quanto Valdez.

Da Península Ibérica, o sobrenome passou à América. Embora não tenha deixado descendentes no país, o primeiro a chegar ao Brasil foi o general Diogo Flores de Valdés (1530-95), que atuou na armada espanhola, sendo responsável pela guarnição e construção de diversas fortalezas no litoral brasileiro e pelo primeiro povoamento europeu na Paraíba, o forte de São Filipe e São Tiago (1584).

Muito comum na América Espanhola, o sobrenome tem entre seus mais populares representantes o ator mexicano Ramón Valdés, intérprete de Seu Madruga, no seriado “Chaves”.

No Brasil, uma das personalidades notáveis com o sobrenome é a jornalista Paula Valdez.

Por Rodrigo Trespach.

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