Conexões invisíveis

Mãe é aquela pessoa que sempre nos dá a mão quando precisamos, cujo amor supera qualquer dificuldade. Ela pode ou não ter as mesmas características físicas que a gente. Ela pode ou não ter uma personalidade parecida com a nossa. Nós podemos – ou não – compartilhar com elas o nosso DNA. Isso tudo é um mero detalhe.

Quem sabe muito bem isso é a dona Sônia. Há 39 anos, ela recebeu um presente inesperado, que iria mudar a sua vida para sempre: o seu caminho se cruzou com o de sua filha, Ana Lúcia, que tinha acabado de nascer.

Até esse momento, Sônia já estava sem muita esperança de ter um filho, uma vez que todas suas tentativas de adoção tinham sido frustradas: “fica complicado dizer que tudo foi normal, que tudo foi bonitinho”, conta ela. Mas a espera valeu a pena.

No meio dessa história – “de emoção e medo, muito medo” -, Sônia conseguiu encontrar a sua filha. “Minha gravidez foi de nove anos”, diz orgulhosa a Ana Lúcia, referindo-se ao tempo que tentou tornar real a maternidade. Ela conta que sentiu a conexão logo na primeira vez que viu a menina, assim que tirou a manta que a cobria – um momento extremamente emocionante para Sônia e o seu marido.

Hoje em dia, Ana Lúcia, de 38 anos, é psicóloga. Sônia, com 73, é dona de casa aposentada e administradora de obras. Desde que sentiram aquela ligação especial, assim que se conheceram, elas não param de descobrir novos laços e de deixá-los cada vez mais fortes.

As últimas novidades vieram de um teste de DNA da Genera, através do qual as duas puderam saber ainda mais do que já sabem sobre a outra. Elas descobriram que ambas têm um menor risco de desenvolver rugas, por exemplo. Ou, ainda, que as duas são capazes de sentir gostos amargos. A sensibilidade à cafeína também é a mesma.

A partir dos resultados, elas poderão, inclusive, se cuidar melhor juntas: os testes revelaram aspectos semelhantes da saúde de Sônia e Ana Lúcia, como uma maior disposição a diabetes, por exemplo, e uma maior probabilidade de terem deficiência de vitamina C.

E, por que não, praticar exercícios lado a lado? As duas têm um desempenho físico parecido: resistência física elevada, facilidade de ganhar massa muscular e maior probabilidade de sentir dores após as atividades físicas.

Dona Sônia adorou saber todos esses resultados e viu que há mais em comum com sua filha do que ela imaginava: “descobrir que a minha genética tem alguma coisa em comum com a genética dela, isso me deixa muito contente”.

Já Ana Lúcia considera que as duas são muito diferentes, mas que são, ao mesmo tempo, muito iguais. Até a ancestralidade é a mesma: tanto o seu DNA quanto o de sua mãe têm origem na Europa Ocidental e na região dos Balcãs.

Mas, apesar de todas as semelhanças e de todas as diferenças, o que une as duas é uma conexão maior, que vai além das características físicas parecidas, da ancestralidade ou do DNA. É o amor de mãe. Aquele amor que nasceu quando os seus olhares se cruzaram, que transformou a vida das duas e continua crescendo. Esse é o principal laço que conecta uma mãe a um filho.

“Eu sou um pedaço dela, ela é um pedaço de mim”, resume Ana. “É isso. É família”.

Assista ao vídeo no início desta página e conheça melhor a história de Sônia e Ana Lúcia.

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