
A alergia a medicamentos acontece quando o organismo reage de forma inesperada a um fármaco, isso pode acontecer por mecanismos imunológicos ou de uma sensibilidade aumentada. Essa reação pode variar de leve a grave – daí a importância em entender essa condição.
De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai), cerca de 12% da população brasileira sofre com esse problema¹, sendo que os medicamentos “campeões” em provocar esse tipo de reação são os anti-inflamatórios com uma prevalência de 45% e alguns antibióticos sendo culpados por 25%.
Continue a leitura para saber mais.
Alergia a medicamentos: quais os sintomas
Os sintomas de uma reação alérgica a medicamentos variam muito, dependendo da intensidade da resposta do organismo e do mecanismo envolvido. Podem surgir minutos após a ingestão ou até dias após o início da medicação. Os sintomas mais comuns incluem:
- Erupções na pele, como manchas ou vermelhidão;
- Surgimento de urticária e coceira;
- Inchaço nos lábios, na língua, no rosto ou outras partes do corpo;
Em reações mais graves, pode-se observar problemas respiratórios, como dificuldade para respirar, chiado no peito ou sensação de aperto, tendo o risco de anafilaxia, que corresponde a uma reação alérgica grave com risco de vida.
Porém existem reações a medicamentos que acontecem tardiamente, dias após a introdução da medicação que pode levar a quadros extremamente graves também levando a risco de vida, exemplo dessas reações são Síndrome Steven Johnson, DRESS e NET (Necrólise Epidérmica Tóxica).
O que causa alergia a medicamentos?
A alergia a medicamentos é causada por uma resposta imune inadequada: o corpo produz anticorpos ou ativa mecanismos de defesa contra o remédio por entender que ele é um agente nocivo.
Alguns fatores podem aumentar o risco para esse tipo de problema, tais como:
- Fatores genéticos, como polimorfismos nos genes HLA envolvidos na resposta imunológica.
- Histórico pessoal ou familiar de asma;
- Ser do sexo biológico feminino;
- Idade avançada;
- Repetidas exposições a determinado medicamento, especialmente em tratamentos prolongados, o que pode sensibilizar o corpo com o tempo ou uso de diversos medicamentos concomitantes
- Tipo de medicamento, já que antibióticos e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs, como ibuprofeno e aspirina) apresentam maior potencial para causar alergias.
- Algumas infecções (por exemplo, HIV ou Epstein-Barr).
Como saber se tenho alergia a algum medicamento?
Assim como ocorre com outras alergias, identificar a alergia a algum medicamento é algo desafiador, já que os sintomas podem ser confundidos com outros problemas de saúde.
Além disso, uma vez que seja determinada a alergia, há o segundo desafio, que é encontrar o causador do problema – e isso precisa ser feito por meio de um trabalho de investigação médica. Isso inclui:
- Avaliar de forma detalhada o histórico clínico, levantando quais medicamentos foram usados, há quanto tempo, em que doses e quais sintomas surgiram;
- Avaliação por especialista (alergista/imunologista), que pode indicar exames específicos ou testes de provocação, considerados “padrão ouro” para confirmar alergia, quando possível a realização;
- Em alguns casos, testes cutâneos são usados, especialmente quando se trata de medicamentos, visto que a maioria dos exames laboratoriais tem pouca sensibilidade no diagnóstico.
É essencial que o diagnóstico seja criterioso, pois apenas uma avaliação cuidadosa pode diferenciar entre alergia, intolerância ou simples efeito adverso do medicamento.
O que fazer em caso de alergia a um medicamento?
Se houver suspeita de alergia a um remédio, interrompa o uso imediatamente e busque a orientação de um médico, de preferência um especialista em alergia e imunologia.
Em casos de sintomas leves (manchas, coceira, inchaço leve), o médico pode recomendar anti-histamínicos ou corticoides.
Se houver sinais de reação grave, como dificuldade para respirar, inchaço acentuado, tontura e desmaio, busque atendimento de emergência imediatamente, pois a anafilaxia exige intervenção rápida.
Após diagnóstico confirmado, registre a alergia em seu histórico médico e informe a todos os profissionais de saúde que acompanham sua saúde para evitar repetição da exposição.
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Fonte: Larissa Bonasser, Bióloga, Mestre em Ciências da Saúde e Analista de Pesquisa e Desenvolvimento na Genera* e equipe Dasa

