câncer colorretal abrange lesões que começam na parte do intestino grosso chamada cólon e no reto. Na maior parte dos casos, ele é curável quando detectado precocemente. 

Isso porque a detecção em estágios iniciais permite tratamentos muito mais eficazes e menos invasivos. Como muitos sintomas surgem apenas quando a doença já está avançada, conhecer a predisposição genética individual pode fazer toda a diferença.

O que é câncer colorretal?

O câncer colorretal compreende os tumores que se desenvolvem no cólon e no reto. Muitas vezes, a doença começa a partir de pólipos, que são crescimentos benignos na parede interna do intestino que, ao longo dos anos, podem se transformar em tumores malignos. 
 
Trata-se de um dos tipos de tumores mais frequentes entre os brasileiros. A estimativa é de 781 mil novos diagnósticos da enfermidade por ano até 2028, segundo projeções do INCA (Instituto Nacional de Câncer).  

Ao desconsiderar os tumores de pele não melanoma — caracterizados por serem muito comuns, porém com baixo índice de mortalidade —, o número previsto de casos anuais é de cerca de 518 mil.

Sintomas de câncer colorretal

Os sinais podem variar, mas vale observar:

  • Alterações no hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre persistente).
  • Presença de sangue nas fezes. 
  • Dor, cólicas ou desconforto abdominal. 
  • Fraqueza, anemia e perda de peso sem motivo aparente. 
  • Sensação de que o intestino não esvaziou completamente. 
Comprar teste Veja um exemplo

Causas do câncer colorretal

As causas envolvem tanto o estilo de vida quanto fatores biológicos. O excesso de peso, o consumo elevado de carnes processadas (como embutidos), o tabagismo e o sedentarismo são gatilhos importantes. Além disso, a idade acima de 50 anos aumenta a incidência da doença.

A influência da predisposição genética

predisposição genética é uma das causas fundamentais para o desenvolvimento do câncer colorretal. Ter parentes de primeiro grau com histórico da doença ou possuir síndromes hereditárias, como a Síndrome de Lynch, eleva consideravelmente o risco.  
 
Nesses casos, o monitoramento deve começar mais cedo, pois o DNA carrega instruções que podem facilitar o surgimento desses tumores. 

Tratamento

O tratamento é personalizado de acordo com o estágio e a localização do tumor. E as principais abordagens são:

  • Cirurgia: é a intervenção principal, visando a retirada da seção do intestino afetada e dos gânglios linfáticos próximos.
  • Radioterapia: usada frequentemente em tumores de reto para reduzir o tamanho do tumor antes da cirurgia ou eliminar células residuais. 
  • Quimioterapia: pode ser aplicada após a cirurgia para evitar que o câncer retorne ou como tratamento principal em casos de metástase, usando medicamentos para destruir as células cancerígenas. 
  • Imunoterapia e terapias alvo: são tratamentos modernos que atacam características específicas das células tumorais, minimizando danos às células saudáveis. 

Prevenção

Evitar o câncer colorretal requer uma combinação de hábitos saudáveis e rastreamento ativo. As principais formas de como evitar a doença são: 

  • Colonoscopia e polipectomia: a colonoscopia permite identificar pólipos antes que virem câncer. Quando um pólipo é encontrado, o médico realiza a polipectomia (retirada imediata), interrompendo a progressão da doença. 
  • Pesquisa de sangue oculto: exame laboratorial que identifica sangramentos invisíveis a olho nu, sendo um importante indicador precoce. 
  • Alimentação e estilo de vida: manter uma dieta rica em fibras (frutas, vegetais e grãos integrais), reduzir o consumo de carnes vermelhas e processadas, e praticar exercícios físicos regularmente. 

Genera: Painel escala de risco genética

Painel Escala de Risco Genético da Genera analisa diversos marcadores no seu DNA para identificar a sua predisposição genética ao câncer colorretal.

Com essas informações, você e seu médico podem estabelecer uma rotina de exames e cuidados muito mais personalizada e preventiva.

Fonte: Dr. Ricardo di Lazzaro Filho, médico fundador da Genera e Larissa Bonasser, Bióloga, Mestre em Ciências da Saúde e Analista de Pesquisa e Desenvolvimento na Genera.