
Você já se perguntou a diferença entre ascendente e descendente? Essas expressões são muito usadas em genealogia, mas exigem atenção para seu correto emprego. No âmbito familiar, elas marcam dois sentidos opostos: de um lado, aqueles que vieram antes de você; do outro, os que vieram ou virão depois.
Continue a leitura para entender melhor o significado desses termos e a forma como os testes genéticos podem ajudar na predição da estimativa de ambos.
O que é ascendente?
O termo “ascendente” refere-se aos nossos antepassados, ou seja, às pessoas que deram origem à nossa linhagem, nossa família. Em genealogia, fazem parte das nossas linhas ascendentes indivíduos como pais, avós, bisavós e por aí vai.
Etimologicamente, “ascendente” deriva do latim ascendere, que significa “subir, elevar-se”, o que ajuda a entender a ideia de vir de “cima” na linha de gerações.
Exemplo com ascendente
Imagine que uma pessoa diga: “Meus ascendentes eram italianos”. Neste caso, ela está reconhecendo que os seus pais, avós ou bisavós nasceram na Itália.
Em outro exemplo, se uma pessoa tem avós italianos e espanhóis, pode dizer que tem ascendência italiana e espanhola; ou, ainda, europeia (já que os dois países estão na Europa).
O que é descendente?
Por outro lado, o termo “descendente” refere-se aos que vêm depois de nós na linha de sucessão familiar. São nossos sucessores diretos, ou seja, nossos filhos, netos, bisnetos e assim por diante.
Etimologicamente, a palavra vem de descendere (latim), que significa “descer, ir para baixo”.
Exemplo com descendente
Podemos citar duas formas de usar o termo “descendente”. O primeiro é quando alguém diz: “Sou descendente de italianos”: nesse caso, a pessoa está dizendo que seus antepassados, de quem ela descende (ou seja, é filha, neta, bisneta etc), são originários da Itália.
No segundo caso, uma pessoa pode dizer: “Tenho quatro descendentes diretos”, para se referir aos filhos e netos, por exemplo.
Como descobrir ascendentes e descendentes?
Para identificar ascendentes e descendentes na sua história familiar, alguns passos importantes incluem:
- Construção de árvore genealógica. Comece pela pessoa em foco (“você”) e busque identificar pais, avós etc para as linhas ascendentes; e identifique seus filhos, netos etc para as linhas descendentes.
- Verificação de documentos. Utilize registros de nascimento, casamento, óbito e procure pedir informações com familiares para confirmar nomes e gerações passadas.
- Uso de testes genéticos. Testes de DNA podem confirmar origens conhecidas de ascendentes e até revelar linhagens familiares desconhecidas, ajudando a esclarecer tanto quem veio antes quanto, indiretamente, as gerações que vieram ou virão. Por exemplo, um teste de ancestralidade poderá indicar as origens dos seus antepassados em diferentes regiões geográficas, confirmando ou contestando o que já se sabe pela história familiar.
Teste genético da Genera
A Genera oferece testes genéticos que podem ser usados por quem está buscando saber mais sobre ascendentes e descendentes. Os testes genéticos de ancestralidade analisam milhares de marcadores genéticos do DNA, comparando os achados com bancos de referência de populações ao redor do mundo e ajudando a traçar a sua linhagem genética.
Além disso, por meio do “Busca Parentes”, uma ferramenta disponível na plataforma da Genera para quem realiza o teste genético de ancestralidade, é possível encontrar matches genéticos, que são pessoas que compartilham segmentos de DNA em comum.
Muitas vezes, esses matches trazem informações valiosas sobre ramos familiares esquecidos na memória das gerações ou até mesmo desconhecidos, permitindo construir laços e histórias.
No Brasil, uma sociedade repleta de indivíduos de diversas origens, muitos usuários têm combinado o uso do sobrenome com o resultado genético para formar um panorama mais robusto da ancestralidade e conhecer mais sobre seus antepassados.
Resgate histórico e reconexão de origens
Ao longo da história do Brasil, os descendentes de determinados grupos tiveram suas trajetórias apagadas ou invisibilizadas, como afrodescendentes, indígenas, ciganos, sefarditas e outros povos que contribuíram profundamente para a formação do país.
Nesse contexto, o teste genético de ancestralidade atua como uma ferramenta de resgate histórico, permitindo que pessoas e famílias reconstruam narrativas antes inacessíveis e reconectem-se às suas ascendências.
Ele devolve o direito de pertencer — reinsere indivíduos e comunidades no universo da genealogia, de onde foram historicamente excluídos.
A ciência como ponte entre ascendentes e descendentes
Mais do que uma ferramenta científica, a genealogia genética é uma ponte entre ascendentes e descendentes, entre o passado e o presente.
O DNA de cada pessoa carrega fragmentos de histórias que, quando reunidos, revelam quem somos e de onde viemos.
O DNA é uma narrativa viva — um registro que guarda séculos de deslocamentos, encontros e resistências.
Ele nos permite reconhecer que somos parte de uma história maior e que compreender nossas origens é também uma forma de honrar o caminho dos nossos ascendentes.
Ao unir o estudo documental da genealogia à precisão da genética, abre-se a possibilidade de reconstruir laços interrompidos ou identificar origens até então desconhecidas, ressignificar identidades e fortalecer o pertencimento.
É um gesto de memória e continuidade — um passo para compreender o passado e construir um futuro com mais consciência sobre quem somos.
Fontes: Larissa Bonasser, Bióloga, Mestre em Ciências da Saúde e Analista de Pesquisa e Desenvolvimento na Genera, e Giovanna Venas, graduanda em Biologia.

