
Dentre os vários tipos de pele, qual é seu? Um autocuidado eficiente começa com essa informação. Isso porque cada rosto tem uma assinatura biológica única, que dita como a barreira cutânea reage ao ambiente e aos cosméticos.
Ao identificar se a sua pele precisa de mais hidratação, controle de brilho ou apenas equilíbrio, você evita reações adversas e potencializa os resultados do seu skincare.
Mais do que estética, estamos falando de respeito à saúde do maior órgão do seu corpo.
Como saber meu tipo de pele?
Para identificar o seu tipo de pele, você deve observar como ela se comporta ao longo do dia e depois da limpeza. Tecnicamente, a classificação baseia-se na quantidade de sebo produzida pelas glândulas sebáceas, qualidade da barreira cutânea, na textura e reatividade à estímulos interno e externos.
Quando estas glândulas estão em equilíbrio e a barreira bem estabelecida, temos uma pele de textura regular e equilibrada; quando estão hiperativas ou pouco produtivas, surgem as variações que definem os tipos de pele.
A análise deve ser feita preferencialmente com o rosto limpo e sem produtos. Observe a textura, a visibilidade dos poros e a presença de brilho em zonas específicas.
A evolução ao longo do dia, reatividade a produtos e fatores externos também devem ser avaliadas. Com base nessa observação clínica, a pele pode ser categorizada dentro dos quatro grupos estabelecidos pela dermatologia.
Pele normal
A pele normal é o estado de equilíbrio ideal, também chamada tecnicamente de eudérmica. Ela possui uma boa circulação sanguínea, poros finos e uma textura aveludada.
Não é nem muito oleosa nem muito seca, apresentando uma boa barreira de proteção contra agressões externas e retenção de hidratação.
Pele seca
A pele seca é caracterizada por uma produção de sebo inferior e dificuldade em reter água, o que a torna mais ressecada e com tendência a sensibilidade e irritação.
Causas de pele seca
Além da predisposição genética, a pele seca pode ser agravada por fatores externos como banhos muito quentes, clima frio, baixa umidade do ar e o uso de sabonetes agressivos que removem a camada protetora de gordura.
Pele oleosa
A pele oleosa apresenta uma produção aumentada de sebo. Visualmente, é uma pele com brilho intenso, poros dilatados e textura mais espessa e irregular. É o tipo de pele mais propenso ao surgimento de cravos e espinhas.
Causas de pele oleosa
A oleosidade é fortemente influenciada por variações hormonais, estresse, fatores alimentares e por variações individuais das glândulas sebáceas.
A pele oleosa é muitas vezes tratada de forma inadequadas, com uso excessivo de adstringentes, sem hidratação adequada.
Pele mista
A pele mista é a mais comum entre os brasileiros. Ela apresenta uma variação de características no mesmo rosto: a chamada “Zona T” (testa, nariz e queixo) é oleosa e com poros dilatados, enquanto as bochechas e extremidades são normais ou secas.
Causas de pele mista
Neste tipo de pele, as glândulas sebáceas da Zona T são naturalmente mais ativas. O desafio aqui é equilibrar o uso de produtos que controlem o brilho sem ressecar as áreas que já possuem pouca oleosidade.
Como o DNA influencia na pele?
A genética desempenha um papel determinante na saúde cutânea. O seu código genético dita não apenas o seu tipo de pele “de nascença”, mas também a rapidez com que a sua barreira se regenera e a sua propensão a desenvolver hiperpigmentação ou sensibilidade extrema.
Existem genes específicos que controlam a produção de colágeno, a retenção de ácido hialurônico e até a resposta inflamatória da pele.
Através do mapeamento genético, é possível descobrir predisposições que nem sempre são visíveis a olho nu, permitindo a adoção de hábitos saudáveis personalizados para prevenir o envelhecimento precoce e manter a integridade da pele a longo prazo.
Fonte: Dra. Luísa Juliatto, dermatologista e Dr. Ricardo di Lazzaro Filho, médico mestre em genômica humana e cofundador da Genera