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Histórias de Ancestralidade: Spartacus e sua família

A busca por sua árvore genealógica levou Spartacus a realizar o teste de ancestralidade com a Genera.

Como chegamos até aqui?

Em um país tão miscigenado e plural como o Brasil, saber exatamente quais são nossas origens pode se tornar uma questão bem desafiadora, mas não impossível de solucionar se estivermos dispostos a investigá-la mais a fundo. Atualmente, um dos métodos que auxilia nessa busca é o Teste de Ancestralidade.

A Genera existe desde 2010 e oferece o Teste de Ancestralidade desde 2014, tendo sido a primeira empresa a oferecer tais exames completos no Brasil, numa iniciativa pioneira. Especializada em exames genéticos, é também o laboratório de genética com maior número de unidades ao redor do Brasil.

E para contar um pouco sobre como é a experiência de explorar um resultado de Ancestralidade da Genera, conversamos com nosso cliente Spartacus Nicodemus, que realizou o teste em 2018, para nos explicar como foi receber o resultado e entrar em contato com seu passado de maneira tão profunda.

Conversando com Spartacus

Geobiólogo e morador do Rio de Janeiro, Spartacus conversou conosco sobre o que o encorajou a realizar o exame e como esse processo impactou sua forma de ver o mundo.

Genera: O que levou o senhor a realizar o exame com a Genera?

Spartacus: Eu não sabia quem eu era. Pesquisei na Internet e vi vários sites que faziam o teste de ancestralidade. Foi então que encontrei a Genera. Havia muitos sites em outros países, como nos Estados Unidos e na Europa, mas nesses casos era necessário enviar o potinho [amostra] para fora. Achei meio complicado, sabe?

G: E o teste foi feito por kit ou por coleta presencial?

S: Eu fiz pessoalmente, nunca quis kit. Eu, meu pai, minha filha… todos nós fizemos. Não tinha complicação porque a pessoa vai na unidade mesmo. Sou brasileiro, né? Aí dei preferência para fazer o teste aqui no Brasil.

G: Você fez então para a sua família toda? Quais parentes fizeram o teste?

S: Sim. Meu pai, minha filha, minha esposa e eu.

G: Eles já conheciam o exame?

S: Não, eles só conheceram através de mim

G: E eles acharam interessante? Você precisou convencê-los?

S: Não, não precisei convencer ninguém. Meu pai sempre me cobrou para fazer nossa árvore genealógica, mas eu só consegui fazer até uma certa parte da família. Depois dos tataravós ninguém sabia mais nada. Além disso, ninguém tinha certeza de nada na família, com relação à ascendência portuguesa, africana, francesa, holandesa …

G: E antes de você fazer o teste, qual era a expectativa quanto ao resultado do ancestralidade global?

S: Acho que minha principal expectativa era de descobrir as minhas origens. Porque até então eu não sabia quem eu era. Olhando na certidão de nascimento: cor parda. Eu sabia que eu tinha ascendência indígena, africana e portuguesa, mas não tinha nada comprovado.

Descobri através do exame pela Genera de Ancestralidade Global que minha avó era judia, e que um de meus antepassados era polonês. Perguntei para minha prima e ela descobriu que tinha um parente polonês da minha avó que era Judeu.

G: O que mais chamou atenção no seu resultado?

S: Foi que tenho 2% de sangue Judeu.

G: E houve alguma concordância ou discordância no resultado dos seus familiares?

S: A única discordância é entre mim e minha filha, porque tenho sangue alemão e ela não. Na ancestralidade global algumas coisas divergem, por exemplo: ela tem sangue russo, eu tenho sangue de um país que foi colonizado pelos russos mas que não pertence à Rússia. Minha filha também tem sangue viking, mas não tem sangue Celta. Meu pai já tinha o sangue celta. Só depois do exame descobrimos esse parentesco.

Meu pai achava que tinha sangue alemão, mas ele não tem, o único que tinha sangue alemão sou eu.

Também sou o único que tem mesmo 2% de sangue Judeu. Não que meu pai não tenha, mas a quantidade de DNA Judeu no sangue dele é muito pouca, aí não aparece. Parece que só a partir de 1% que a ancestralidade é comprovada, então isso significa que ele tem abaixo disso. No mapa não mostra essa linhagem porque acaba sendo uma porcentagem muito baixa.

É engraçado porque ele era filho da minha avó, então deveria ter mais do que eu. Eu que tenho mais do que ele. Provavelmente a minha mãe biológica deve ter também um parentesco com algum judeu. Juntou o minha avó com o de minha mãe e o resultado saiu forte; já o do meu pai não veio.

G: Você teve algum resultado inesperado no exame, que você não imaginava?

S: Eu não imaginava que tinha sangue chinês, ou sangue sírio, sangue mongol. É um lado que veio do meu pai também. O sangue mongol é um povo miscigenado, de várias culturas.

G: Você chegou a fazer contato com algum dos seus matches genéticos?

S: Eu tentei entrar em contato com uma prima minha lá dos estados Unidos, tentei conversar pelo facebook e não deu certo. Entrei no Family Tree DNA, mas não consegui também. Entrei em contato com uma porção de gente, mas teve só uma prima minha que entrou em contato comigo. Ela era lá de Portugal.

G: Após a realização do teste em família houve um estreitamento dos seus laços familiares?

S: A proximidade continua a mesma porque nós somos parentes. Meus primos que ficaram perplexos com aquilo. Eu vi nessa parte de aproximação com nossos ancestrais. Hoje eu consigo me reconhecer. Consigo saber porque sou assim do jeito que sou, antes eu não sabia.

G: A gente queria que você comentasse um pouco sobre como foi fazer o exame aqui na Genera. Sobre o atendimento, a coleta e a entrega do resultado.

S: Ah, fui bem atendido, melhor do que aquilo é impossível, né? Meu pai também não reclamou e olha que o meu pai é sistemático. Quando ele briga, ele briga com todo mundo. Ele partiu já, partiu ano passado, mas pelo menos ele partiu sabendo as origens dele.

Agradecemos ao Spartacus por compartilhar sua experiência e te convidamos a embarcar nessa jornada conosco. Todo DNA conta uma história, desvende a sua também!

 

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