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Ancestralidade média dos residentes de São Paulo

Em comemoração ao aniversário de 466 anos da capital paulista, a Genera apresenta o seguinte estudo das populações mais frequentes nos resultados de pessoas residentes em São Paulo que fizeram o Teste de Ancestralidade Global.

O teste de Ancestralidade Global é feito a partir da leitura de aproximadamente 700 mil pontos do DNA de uma pessoa e subsequente comparação destes com dados genéticos de indivíduos que apresentam histórico genealógico conhecido e associável a uma determinada localidade do globo por pelo menos 5 gerações. Estes dados são obtidos de bancos públicos disponibilizados por universidades e centros de pesquisa do mundo inteiro.

O presente teste não tem como objetivo validar quaisquer afirmações sobre superioridade ou pureza de etnias em detrimento de outras, tampouco a Genera incentiva tais comportamentos. Nosso teste deve ser encarado meramente como uma ferramenta de autoconhecimento e sob hipótese alguma como um validador para discursos racistas ou xenófobos.

Materiais e Métodos

Para se obter o presente resultado, foi realizada a média das porcentagens dos resultados de Ancestralidade Global de indivíduos residentes em São Paulo – SP. O filtro para seleção desses indivíduos foi feito a partir do telefone informado durante o cadastro, sendo selecionados todos aqueles com telefone de DDD 11

Vieses

O presente estudo possui um viés em seu espaço amostral, oriundo do fato de que o teste de ancestralidade ainda não é 100% difundido no mercado nacional, ficando seu acesso mais ou menos restrito a um recorte da população de renda superior, abrangendo especialmentes as classes A, B e C. Isso afeta de maneira considerável a influência percentual final de cada cluster (agrupamento populacional), dado que há uma disparidade de renda que se relaciona com diferenças de cor e etnia. Enquanto empresa, trabalhamos constantemente para tornar o teste mais acessível e, assim, minimizar o efeito deste viés em trabalhos futuros.

Da mesma forma, o detalhamento obtido em cada população é limitado à quantidade de estudos e dados genéticos disponíveis. Isso significa que é altamente provável que haja outras populações representativas para o pool genético paulistano, porém, dada esta limitação, não temos como obter resultados para as mesmas. Este viés será minimizado com o aumento de estudos genéticos direcionados a estas populações e consequente atualização de nossos algoritmos.

Resultados e discussão

A tabela a seguir mostra os clusters e seus percentuais médios em SP:

Região Sub Região Frequência (%)
Europa Ibéria 30,80
Europa Europa Ocidental 16,90
Europa Itália 10,80
Europa Ilhas Britânicas 5,25
Europa Balcãs 3,05
Europa Leste Europeu 2,71
Europa Fenoscândia 0,77
África África Ocidental 4,34
África Magrebe 2,90
África Costa da Mina 3,18
África Senegâmbia 0,83
África Mande 0,89
África Leste da África 2,32
Ásia Japão 3,39
Ásia Judaica 2,63
Ásia Levante 1,25
Ásia Arábia e Egito 1,37
Ásia Anatólia 0,79
Ásia China Han 0,15
Ásia Coreia 0,05
Américas Amazônia 1,98
Américas América Andina 1,41
Américas América Central 1,08
Américas Tupi 0,87
Américas América do Norte 0,32

O resultado também pode ser visualizado em forma de resultado de exame.

Discussão dos resultados

Mesmo com todos os vieses acima descritos, nota-se, no resultado, certo alinhamento com a história da capital paulista, que, ao longo de seus 465 anos de existência – e mesmo antes disso – tem sido palco de inúmeros fluxos migratórios, nacionais e internacionais. Algumas populações da tabela são relativamente novas em São Paulo – como os coreanos – o que explica seus valores baixos, dado que ainda não houve tempo de haver uma miscigenação mais significativa e os marcadores genéticos da população ainda são restritos às comunidades originais. 

Conclusão

O Brasil é tido como um grande confluente de etnias, e o perfil genético paulistano não foge desta realidade. Como ponto que assumiu destaque econômico, tecnológico e político, a cidade de São Paulo atraiu para si boa parte dos migrantes que aportavam a terras brasileiras na esperança de melhores condições de vida. Dessa forma, o “DNA da cidade”  conta com contribuições da maior parte das regiões do mundo, com destaque especial para Ibéria, Europa Ocidental e Itália, que atingem valores superiores a 10%.

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